sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010!!!


2010 chegou cheio de promessas e incertezas, com essas incertezas nasceu o meu blog...um pouco esquecido durante o ano, mas com tanta coisa para fazer é difícil arranjar tempo e inspiração e de preferência os dois ao mesmo tempo. Janeiro foi uma grande angústia, angústia do que seria a vida em Londrina, a vida distante da família e o fim do primeiro pra sempre em que eu realmente acreditei, foi difícil me refazer dessa perda.
Fevereiro foi aquela agonia, quero que comece logo, mas tenho medo muito medo, um medo quase paralizante. Março enfim começa, a correria por uma hospedagem, conhecer a dona Rosa, Isabel, e o menino quase mudo eu diria, que sentava no sofá e mal falava, me sentia uma tagarela perto dele, uma tagarela que fala só pra preencher o tempo, e ele só silêncio. Me intrigava imaginar que ele faria Artes Cênicas comigo, será mesmo? Não só faz, como me surpreende a cada dia, sua criatividade, e sua vontade de trabalhar, seus horários estranhos, suas piadas pornográficas, o silêncio era uma faixada, que encobre uma pessoa linda e doce, divertida, que merece ser descoberta, cuidadoso, atencioso, não podia achar um colega de apartamento melhor, mas isso pertence a outra parte da retrospectiva. Em março veio o trote, ainda lembro de todos aqueles estranhos desfilando, e eu ali sem nem imaginar o seria da gente. Conheci também o Giovanni a criança grande e apaixonante que é, tem uma áurea pura e ilumina com seu jeito consumista, amo essa pessoa que quase incendiou a casa!! Teve também o meu batizado e ganhei uma madrinha linda Kátia Maffi. Ah! Nesse mês eu tive a aparição de alguém que dizia: Eu sou de Ibitinga, mas pra frente eu falo mais sobre ele. Março trouxe também minha maior surpresa...como seria meu aniversário longe de casa? Como explicar a vela acesa a meia noite, por quem? Lucas é claro, quem mais?! Foi assim que o dia começo, um sermão básico da Ceres, pra nos colocar de vez nesse mundo cênicas, que eu não quero sair mais! Com esse mês veio também o Carlos, um anjo grande, com quem era fácil conviver, natural e fluído. E ele tornou o dia do meu aniversário o que foi, me trazendo uma almofada de lavanda pra me tornar mais calma! Foram muitos scraps, depoimentos, telefonemas, um buquê de rosas vermelhas lindas, enviados pela minha mãe. Quando eu achei que o dia estava perfeito e quase no fim, chego na hospedagem e ganho a minha primeira festa surpresa, não preciso mencionar que foi emocionante.
Em abril, eu entrei oficialmente para o projeto da Ceres, eu e o Carlos, recebi a notícia quando eu estava na fila do Mc' Donalds tentando pegar um sorvete, liguei para o Carlos e contei super empolgada! Estávamos adentrando ao mundo de Klauss Vianna. Nesse mês também voltei pra casa e descobri que minha mãe tinha feito o bolo, que eu tenho como meu. Acho que foi ai que descobri que não importa quão longe eu esteja, sempre terei minha família e isso não mudará, acho até que meu pai se preocupa mais comigo e aprendeu a me abraçar, e isso é um marco pro ano. É difícil deixar a casa da gente, mas descobri milhares de coisas dando esse passo. Acho que mais ou menos por esse mês eu me perguntava o que realmente era a aula do Camilo?
Em maio, veio o aniversário da minha mãe, a visita dela, que tirando a batida de carro, foi realmente muito boa! Com direito a massagem, a descoberta da Zona do Aroma, e waffle com calda de chocolate e sorvete de morango, a despedida sempre dói.
Em junho, veio o tão famoso FILO. Com ele veio A tempestade, muito boa, encenada de forma diferente e divertida e totalmente criativa. Ziya Azazi com o Dervish, me emocionou de um modo que eu ainda não consigo explicar! Foram muitos os espetáculos, muita a correria, muitas palestras, umas maravilhosas, outras nem tanto, não é Lucas? Foi nesse mês que eu e o Carlos começamos a quebrar, não sei bem em que momento foi, só sei que a presença que era tão natural se esgotou de forma que eu não consegui regastar, e quem me conhece sabe, eu não sei fingir!
Julho me trouxe de volta pra casa, e sair a noite na Ilha, me fez ver o que eu havia construído em Londrina em apenas seis meses, as pessoas me valorizavam mais do que as que me conheciam há seis anos, isso doeu e deu alívio ao mesmo tempo, o mundo que tanto me assustava, era o que mais me acolhia.
Em Agosto eu ganhei uma amante! Bia Gatinha, você é tão minha! Tá a rima é péssima, mas a pessoa maravilhosa! A primeira vista, Oh!!! Ela encenou Antígona ( que diga-se de passagem eu nem sabia quem era, e hoje eu já li três versões) quando criança!! Seria a estrelinha da turma?! Muito pelo contrário é uma pessoa linda, com as mesmas incertezas que eu. Humilde, amiga e sempre presente. Acho que ela fez um bom negócio fugindo comigo para Amesterdã, né cenourinha? huahuahuhauhu...
Em setembro, tive a minha maior surpresa...Carlos desiste do curso e decide voltar pra casa, algo que eu sinceramente, não acreditava que aconteceria, apesar de estarmos distante, me bateu forte, mas me fiz de forte como boa orgulhosa que sou. Ainda é estranho ver as fotos do curso, ver o Carlos presente e saber que ele está ausente. Nesse mês eu passei uma semaninha em casa, para recarregar as baterias...e continuei devendo uma visita para o Arlindo.
Em outubro, veio toda agitação e preparação para o Metamorfose, fantasias e maquiagens by Jeff Mendes...seria o senhor Ibitinga? Oh?! Ele mesmo, pessoa um tanto maldosa em alguns comentários, mas tem um coração imenso, uma bondade tangível e a capacidade de encher a vida das pessoas de magia. Tudo bem, Jeff! Eu não deveria beijar nos primeiros 10 minutos de festa e estragar o trabalho que você teve com a minha maquiagem, mas o que eu poderia fazer? hauhuahuahuhauhua... Você sabe que eu te amo e não fiz de propósito, foi mais forte do que eu. A casa ficou uma grande bagunça, e o metamorfose começou no meu apartamento, três táxis, um pouco de trânsito e todo mundo na festa. Desde de Lady Gaga, Vitor Valentim até o Chapeleiro Maluco, que fez um grande sucesso e tirou muitas fotos. Nesse mês eu aprendi, que de uma simples frase como: Posso te dar um beijo? Pode vir muito mais coisas, coisas muitos boas eu diria.
Novembro, foi louco, corrido, apertado...o que mais eu diria Rakubica? O que dizer de um dia muito prazeroso, com macarrão, Ramon, Beatriz, uma aula não dada do Tio Camilo, saquê, cerveja e New York...O que dizer desse dia regado a Cazuza, onde Deus estava presente em nós. O que dizer da amante que eu sempre posso contar. Do Ramon que é tão meu, mesmo com toda a sua indecisão, é uma pessoa linda, e me fala as coisas que eu tenho que eu ouvir os tapas na cara que eu mereço levar. Gabi Kurita= Japa safada? Eu diria super animada, super presente, é capaz de encher o ambiente de alegria e de álcool. Foi o mês em que o lindo do Berto, fez algumas visitas, ao nosso lar doce lar...não é mesmo?! Animação é com ele...amigo presente, simplificando sempre as coisas que eu complico. Um conhecedor da minha panqueca. Finzinho de novembro Tutu contribuiu lindamente para o nossa cena e fizemos um lindo piquinique no front. Tutu é uma pessoa doce, um sonho de Deus, sempre pronto para ser útil. Estou perplexa...estava esquecendo de Isabela, linda Bela que fala por si só...tem seu jeito perculiar, de quem é introvertida, mas nos trás sempre muito divertimento.
Dezembro, cena de psicologia só pra fechar, amigo secreto, churrasco pra comemorar...churrasco com a nata eu diria, Paula linda, que teve uma presença mas sutil na minha vida, mas nunca apagada!!! Porpis bobo, o menino que os olhos sempre sorriem! Uma aula linda...Quem me chamo?... uma professora humilde que afirma que se o ano foi intenso e maravilhoso, foi porquê o fizemos assim.
Foi tanta coisa para um ano tão pequeno...coisas que eu não lembro a ordem direito, a briga com a Isabel, a correria por um fiador, a visita a casa do Lucas, que não é à toa que é uma pessoa linda, tem uma família linda, que me acolheu e tem uma preocupação comigo, que eu não consigo colocar em palavras...Margarida, Antônio, Obrigada! A vez que eu tive que povoar a casa porque os moradores simplesmente haviam debandado. Levei Isa e Cami para casa, antes tivemos um cachorro quente divertido...Porpis, Isa, Tutu, Cami, Obrigada por não me deixar enlouquecer de solidão! O poker, que não teve muito poker, que foi uma noite que começo as 19 horas e acabou no dia seguinte às 11 da manhã no café do feirante, Caíque se lá em cima eu não falei de você minhas sinceras desculpas, te adoro, adoro a proteção que você tem comigo, você é puro e isso reflete esse é o seu carisma, eterno Alien pra mim, te adoro de verdade, te desejo tudo de muito bom, porque você merece. Cami e Tata nossas eternas visitantes, adoro poder desabafar com vocês, lindas!!! Gio fazer compras com você é cansativo, mas te amo muito, desejo muito que você volte para casa. Adriano minha dupla, muito obrigada, pela apresentação de C.I. e pela atenção no dia em que eu cai.
Muito difícil colocar um ano inteiro de pessoas que amo, em um post, amei fazer o trabalho de expressão sonora num bar, amei que trabalho tenha sido sobre o Cazuza, amei ter conhecido e ter aula com a Fátima, pessoa inebriante.
Esse ano foi tudo que eu nunca iria imaginar, descobri o meu corpo, estudo o que me interessa, vivo ao lado de pessoas que me embriagam nessa nuvem de animação, que só eles são capazes de me dar... Ao fim deste ano cruzo os dedos para que as minhas previsões se realizem, mas o que não estiver previsto também é muito bem vindo...porque todo o meu 2010 não foi previsto. O que aprendi com esse ano? Aprendi que suficiente é pouco. Eu sempre vou querer mais, e se eu tiver que sofrer em busca desse mais, sofro sem medo e de peito aberto. E como diríamos todos em Cênicas: Vem comigo 2011!!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Never stop!!!

Incrível como por mais que pensemos que não, tudo sempre recomeça. Quando a gente menos espera, quando achamos que a mudança não surgirá, acontece de forma tão sutil,como num lanche feito por um amigo loiro maravilhoso, antes que eu me esqueça Ramon você é tão meu. Numa gravação de trabalho no Jacó. Porque antes apesar de tudo, tinham dias que eu ainda andava no escuro, segurando com força algo que já se foi a muito tempo e como custou aceitar essa perda, hoje já nem tenho mais certeza se foi uma perda, tinha terminado antes mesmo de acabar. Mas o tempo passa e conhecemos pessoas capazes de iluminar o nosso caminho e a nossa alma. Me fazendo sentir novamente coisas que eu não sei explicar.
Porque o que nos anima é ouvir: vamos beber para esquecer aquilo que a gente não consegue lembrar, não preciso falar mais nada né?! Sentar numa mesa de bar e cantar com os amigos pra espantar os medos, os perigos e ficar de bobeira quando se tem muita coisa pra fazer, e sair do chão com um olhar e um sorriso, rir da embriaguez alheia, acordar e ir almoçar com o pessoal sem ter que cozinhar, e continuar um dia preguiçoso ouvindo Legião.
Uma das maiores dádivas que carregamos, é fato de conseguir recomeçar apesar das tragédias que aconteceram no caminho, então eu estou com você Berto guardar as más lembranças pra que? Se não me faz bem, não me serve pra nada.
As vezes temos algo nas mãos que achamos que é tão bom e nos recusamos a largar, cegos de todas as possibilidades que passam quase que colidindo em nós. Mas como já dizia Cazuza deve ser porque temos dificuldades de aceitar o que é bom pra gente. Porque nos dá um medo filho da puta, de ser feliz, de amar, de ser bom, de se arriscar e errar. E porque a gente encontra um prazer quase louco em remoer dores passadas.
E no momento eu simplesmente estou esquecendo que a efemeridade existe, estou partindo e correndo sem olhar para trás e não eu não vou parar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Se jogaaa!!!!!


Apesar de muito tempo sem postar, eu estou viva...e me jogando muito mais, eu sempre parou pra pensar e analisar se devo, mas acho que esse foi o ano dos riscos.
Mas ao longo dos dias eu fui percebendo que se temos pra quem correr quando tudo dá errado, fica mais fácil pular sem olhar para atrás. Quando temos pessoas que sabemos que podemos confiar, aquele grupo de pessoas que você sai pra beber e falar besteira, porque não dá pra ser sério todo o tempo, as vezes é a futilidade que nos salva, que nos faz mais feliz.
A seriedade pode ser cansativa e estressante, brincar é condição essencial pra ser mais saudável. E assim de brincadeira em brincadeira vamos eliminando cada vez mais os desafios que vão surgindo a nossa frente, e no fim sempre o que vai importar mais não o que temos na vida, mas quem temos na vida.
Arriscando nós abrimos horizontes e possibilidades, conhecemos pessoas fantásticas, outras nem tanto, mas o fato é que a escolha de quem fica na nossa vida é somente nossa. E não importa se o que estamos vivendo vai acabar daqui cinco minutos, ou daqui três meses ou daqui três anos. O fato de sabermos que uma música sempre chega ao fim, não quer dizer que não possamos curtí-la.
Tudo passa e tudo muda, mas isso não é necessariamente ruim, vemos as coisas do modo como queremos, somos os escultores da nossa história, não podemos controlar o que vai nos acontecer, mas podemos optar se vamos nos colocar como as vítimas da situação ou se é mais um obstáculo a ser superado.
Quando encontramos em nós a beleza que procuramos, a boa compania que insistimos em procurar nos outros. Nos tornamos melhores para nós mesmos, e estar bem com você mesmo umas das coisas mais atraentes e mais sexy que têm. Refletimos aos outros a imagem que está no espelho da gente.
O futuro é duvidoso, provavelmente cheio de dor...mas se não nos jogarmos, vamos deixar de aproveitar, de viver, não vamos ter criatividade numa noite de bar, não vamos beber e criar pérolas e piadas internas, retardadas que só tem graça pra um número bem limitado de pessoas, não vamos amar, não vamos viver, a vida vai ficando limitada, pequenininha, capaz de caber numa caixinha de fósforos.
E eu não to me limitando, é claro que esse post foi inspirado no Rakubica, porque esse dia vai sempre ficar marcado pra mim, porque qualquer lugar poderia ser o melhor lugar do mundo na presença de vocês, porque vocês me inspiram, e por você eu estou me jogando e espero que você façam o mesmo. Nada de faça o que eu digo não faça ou que faço. Além de bons conselheiros eu quero bons passarinhos que não se importem de sair voando por ai...ou que se deixem levar pelas ondas ou pelo vento, porque na volta, pode ter certeza que eu sempre vou estar aqui por vocês!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

Guardando...

Hoje, eu te guardo nessa caixa, com todo amor e carinho. Isso não é um adeus nem nunca será. Só o fato de você estar bem, me conforta, menos do que eu gostaria, mas ainda assim me conforta. Como explicar? Nunca vou saber. Há milhares de coisas sobre você, que simplesmente me escapam da racionalidade da explicação, sentir simplesmente é o bastante. E eu ainda sinto. Um dia, eu vou abrir a caixa...pode ser hoje, amanhã, semana que vem, daqui há um ano, não sei. Enquanto isso, vivemos. Porque dizia Clarice Lispector: " Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de". Talvez um dia essa ausência cesse, ou talvez seja o modo de te sentir presente. " Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?" Proust.
Talvez seja. Construo tudo nas incertezas...incertezas de um futuro desconhecido. E um presente repleto de amigos. Enquanto o tempo passa, eu me preparo para o que vida ainda tem a oferecer, do meu jeito, sem pressa, sem medo, porque sempre foi assim, no meu tempo e assim sempre vai ser. Então, Jeff: Só basta acreditar! Porque quando a gente acredita, em algum plano misterioso as coisas acontecem. Algumas coisas hoje são verdade porque alguém sonhou e acreditou, assim como nos sonhamos que as aulas do Camilo nos levarão, um dia talvez, a algum lugar. Eu acredito nas incertezas, nas surpresas, que acontecem e são tão sutis, que as vezes nem percebemos a sua presença. Trabalhamos a percepção constantemente e ainda assim nos descobrimos cegos. Gandhi dizia que tudo que fizermos na vida será insignificante, mas precisamos fazer, porque senão fizermos, ninguém fará. Eu faço do meu jeito, com a minha personalidade, e isso não é orgulho, tem uma única pessoa no mundo pra quem eu entregaria o meu coração e todo o resto sem medo, isso não é orgulho, não é medo, é saber que muitas vezes na vida, as coisas não dependem da nossa vontade, não giram em torno de nós. E nesse momento eu sigo minha rotação, quando aparecer algo que mereça a minha atenção. Juro que eu vou parar e ficar atenta...porque nunca sabemos quando tudo pode acabar ou simplesmente entrar temporariamente numa caixa.

domingo, 22 de agosto de 2010

Parar e escutar...

Suspensa em meio ao tédio. Esperando descobrir um pouco mais sobre mim. Me fechando aos poquinhos, nessa auto descoberta solitária, sinto a necessidade de estar só, como se somente assim eu pudesse colocar as ideias no lugar.
Entender os meus complexos, que só trocam de pessoas mais são sempre os mesmos. Estou parando para escutar o que o meu corpo tem a me dizer. Como se parar para conversar comigo, fosse um necessidade que o meu corpo pedisse, e como um combustível pra continuar...

sábado, 31 de julho de 2010

De qualquer jeito passa...


O tempo passa. Conheço pessoas, me conheço melhor e ao mesmo tempo em que tudo muda nada muda. Eu ainda não sei se o que aconteceu era realmente verdade, se em algum momento você teve a inteção de me enganar ou me magoar. Tudo era muito simples com você, e pra mim era muito difícil não confiar em você, você me inspirava tanta confiança que as vezes me assustava. O que eu sentia por você sempre me assustou, me assustava pensar como tudo seria depois de Londrina, mas hoje já nem é mais, o tempo passou, muitas coisas na minha vida mudaram, mas a sua história continua presente como se nem fizesse parte de um passado recente, mas sim do meu presente. Eu já não tento mais entender o porquê de tudo, como de repente você se afastou e todos os nossos planos mudaram, até hoje eu não sei em qual ponto tudo isso aconteceu, e ainda dói quando eu tento pensar, dói qual eu lembro, lembro de todo o nosso potencial pra estar junto e de tudo que eu sempre admirei em você, como ainda me irrita se eu vejo alguém falando mal de você. Estranho, né?! Mesmo depois de saber que ao contrário de mim, você continuo. E pra você passou mais rápido do que pra mim. Mas eu não posso aceitar que era mentira, pra mim não foi mentira. Será que toda essa cegueira é amor?? Eu não sei. Só sei que eu me encho e mantenho por perto as melhores pessoas, me encho de aprendizado ou de vazio, pra não sentir. Pra não sentir a sua falta, que mínima ou sutil se faz presente sempre. Assim o tempo vai passar, devagar ou dolorido, mas passa. Esquecer eu não acho que seja possível e nem sei bem o motivo. Dói mais passa. Enquanto isso eu me preencho...e continuo. Não importa como, um dia quem sabe isso tudo fique mais cômodo e mais no passado. Eu não sei, dessa vez parece diferente de outras dores de cotovelo. Preencho-me de vazio de qualquer coisa que seja, uma hora isso passa...porque de um jeito ou de outro já se passaram 5 meses, e somente vai continuar passando.

sábado, 17 de julho de 2010

Segunda família...

Ontem foi a primeira vez em que me dei conta da família que eu construí, nesse último semestre, todos chegaram de massinho e foram ficando sem mais demora, ontem eu percebi o que eles representam pra mim. E é com o apoio deles que eu consigo ficar tanto tempo longe de casa. Lá eu encontrei dois irmãos...um superprotetor, que quando me dá um nó na garganta, só o abraço dele silencioso, que ele não sei como sabe que é o que eu preciso, as vezes abraçando ele o mundo fica mais confortável, dependendo do dia, somente mais suportável. O outro é diferente de mim em alguns aspectos e muito parecido em outros, me faz ter consciência dos meus defeitos, e está pronto pra me ouvir onde quer que eu esteja. Dois irmãos com corações enormes, acho que mal posso imaginar o tamanho deles. Conheci também uma legião de primos, alguns que as vezes me irritam, mas sabe como é família né? Um que apesar do tamanho eu sempre vou querer proteger, duas em especial que me divertem sempre, principalmente com uns filmes gravados na Capela da Uel huahuhuahuahu...me divertem e me ouvem também...conversar com elas pode ser revigorante, revitalizador. Tem também um primo sábio, que torna um almoço no RU numa das conversas mais agradáveis e com uma sintonia única, ele simplesmente entende as minhas colocações, como se os nossos pensamentos batessem com grande frequência. Tem outras duas super divertidas que me acham fofa pelo meu tamanho e sempre sempre estão prontas pra me abraçar e me dar apoio nos comentários de cena, não posso descrever a importância disso pra mim. Tenho uma outra prima ainda que recebe flores, com quem eu partilho minha paixão por grey´s anatomy, que em momentos muito importante, momentos em que eu nunca estive mais frágil, ela estava presente pra me acalmar e me abraçar. Tem mais uma apaixonada por fotos, feliz pelo seu segundo lugar, porque ficamos feliz com as conquistas da família, com quem se pode conversas horas e horas ao lado de muito chocolate. Tenho mais dois primos na Uel, que sempre me abraçam e gritam Camilinha...um lê a minha mão e é um maquiador de mão cheia, tem uma doçura que eu ainda não consigo explicar, e acho que nunca vou conseguir, mas o fato de conviver com ele já é o suficiente. O outro torna a minha vida super divertida...com frases como: "Camilinha você nem pense em desistir do curso, porque senão eu vou até Ilha Solteira, caso a Ilha e te trago de volta".
Sempre quis uma família grande e em Londrina eu tenho, em Londrina eu aprendi que eu posso ser frágil, posso viver a minha fragilidade de vez enquando porque eles sempre estão lá pra me acolher, me fazer rir e me proteger...Bom se eu esqueci de alguém foi só aqui e peço desculpas, mas é que essa família cresce rápido demais. E ontem lembrando disso tudo...lembrei de um dos conselhos que eu mais dou e nunca nunca sigo. " Nunca tente prolongar o que já chegou a fim". Estou simplesmente aceitando o fim sabendo que algumas coisas simplesmente não tem como reatar. E que essa grande família, essa sim eu devo cultivar.