terça-feira, 9 de agosto de 2011

Distraídos venceremos...

Distraídos venceremos esse mundo de covardes, que insistem em tornar os sentimentos amenos, e sofrem de falta de coragem, essas pessoas que deixam que os medos sejam maiores que os seus desejos e dessa forma se afastam mais e mais do que são do que querem, e pra onde vão. Como saber o que quer, sem nem ao menos demonstrar, se não almeja se mostrar ou confiar, o confortável não nos permite alçar grandes vôos, quem se prende na zona sem medo corre o grande risco de ter sempre os seus desejos em segredo de ver o tempo passar sem simplesmente conhecer a intensidade do que é voar, se você, não se distrai você não cai, se você não cai, não se machuca, e não pode desvendar as divertidas formas de se curar uma ferida. Pra que ficar nesse mundo estável cansado e amarelo? Distraia-se ao descobrir que o mundo pode ser muito mais misterioso que a nossa racionalidade nos permite enxergar, descubra o que as diversas cores podem mostrar. Se distraia com a sombra de uma árvore, um passarinho num sinal de trânsito, a vida que mantem o seu curso em meio a correria que lhe é imposta, se distraia diante da nobreza do simples, não confunda simples com fácil. Se distraia se deixe levar pelos seus desejos, nada mais perigoso do que se mostrar nem mais prazeroso. Os aventureiros se colocam num estado vulnerável para experimentar o prazer da adrenalina. Então, quem se mostra se torna vulnerável, mas goza muito mais da vida, sua máscara te deixa protegido de tudo. Se distraia diante dos riscos, penda a asas para voar, abra os braços para tudo que o risco pode tem a oferecer, se distraia, penda a asas e feche os olhos que a experiência você nunca mais vai esquecer.

sábado, 28 de maio de 2011

O meu futuro é duvidoso...

É as últimas três semanas foram de grandes mudanças. Sabe aquelas decisões da sua vida, que você sabe que a partir dali, mesmo que não seja a intenção você muda sua vida toda? Então tenho passado por coisas mais ou menos assim, e são nesses momentos que a única certeza que eu tenho é a certeza de que tudo é incerto e que o dia de amanhã pertence ao amanhã. Foram semanas com o ar pesado, mais hoje tudo está mais sereno, porque eu possuo uma pessoa na minha vida, que sempre sempre vai me ajudar quando eu precisar, vai conversar comigo, vai me ajudar a ver os lados mais importantes, vai rir ou me ouvir chorar tudo com a mesma paciência, porque apesar da distância ela é a pessoa mais presente na minha vida, e hoje já não caio mais no erro de procurar família aqui em Londrina, família é uma só, aqui eu tenho grandes amigos, mas família que me conhece e me suporta só a minha mãe mesmo, que me deu a sua fisionomia, o seu eterno jeito de sempre pensar e analisar antes de fazer, os mesmos hábitos e os mesmos vícios, e o enorme prazer dela ser a minha mãe, minha melhor amiga, muito mais do que qualquer um jamais poderá ser na minha vida, pois ela me conhece melhor do que ninguém e sempre me apoia nas minhas decisões e ajuda a realizar os meus sonhos. Mãe amo você mais que tudo, você é uma das poucas certezas que eu tenho na vida, saudades imensas de casa!! Nesses dias eu percebi as grandes doenças da alma que a nossa geração possui, e apesar das vontades sem nome, das perdas no caminho e de tudo mais. A grande busca, o grande brilho de tudo é contra todos os obstáculos ainda acreditar e continuar, e é isso que eu estou fazendo continuando, no começo de julho um ciclo se encerra, e outro recomeça, pra onde eu vou e com quem é só mais uma das grandes incertezas, que nos perseguem e nos tornam eternos investigadores de nós mesmos. Essa é minha investigação e minha prioridade, começo a ser mais egoísta mais por uma necessidade minha do que qualquer outra coisa. Medo de novos ciclos? Porque eu teria. Independente de qual seja, infinitas possibilidades vão se abrir a minha frente. E eu prometo ao menos trocar de erros, porque é esse ciclo de erros eu não quero mais na minha vida. Agora tenho pessoas muito queridas ao meu redor e a certeza de que nada é pra sempre, outras virão outros pedaços de outros universos particulares vão fazer parte do meu mundo, que cresce a cada dia. Então que o ciclo venha com as suas surpresas e decepções, eu nunca vou deixar de confiar, porque por mais que se perca no caminho, só quem confia e cria relações se encontra, relações comigo mesma e como o mundo em torno de mim. Simplesmente aberta as novas possibilidades.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sutileza sob o azul...

Ontem eu estava assistindo, comer, rezar, amar; fechando com chave de ouro um último final de semana de filmes, com a minha linda, e original mãe. E é tão interessante perceber, que mudamos, demos um passo, e aprendemos com um erro passado. Hoje eu sei que as cicatrizes que eu trago , me mudaram de alguma forma, e com certeza me mudaram pra melhor, antes eu me agarrava as coisas, com medo de perdê-las, mesmo já tendo perdido.
Hoje eu as deixo livres, não é fácil abrir de mão de algo que se quer muito, não foi fácil e nenhum momento é. Mas as coisas a acontecem do modo que tem de acontecer, as vezes me agarrando as coisas, eu perco a vista linda, das oportunidades que vão se despindo a minha frente. Lembra de quando éramos crianças, e a melhor coisa da festa de aniversário eram as bexigas? Brincávamos por horas e horas, de não deixá-las cair no chão, e no fim da festa era aquela vontade de levá-las pra casa, como se pudéssemos congelar, aquele suave momento de alegria. E no dia seguinte, ela murcharam, e já não é mais tão divertido e nem tão bonito, tentamos prender elas com a gente e perdemos a sutileza, acho que com os sentimentos são a mesma coisa.
Por isso eu soltei, não por que eu não quero mais, pelo contrário, quero e quero muito, mas não quero sufocar uma coisa, que é suave. Então ao invés de levar as bexigas pra casa, eu vou soltá-las, ver o planar gostoso sob o azul do céu, se um dia for pra eu ter aquela alegria de volta, que ela volte por vontade própria, não existem sentimentos que nascem da pressão, eles simplesmente acontecem, e eu espero que aconteça novamente, quero muito que seja com a mesma pessoa, mas se não for, não vou ser um mártir. Vou curtir o que tiver que vir, se for o que desejo não vou reclamar, senão for, vou aceitar, não com a acomodação de quem aceita tudo, mas com a resignação de quem aproveita, sem esgotar, sem exagerar, quando sei, que a partir de certo momento não depende só de mim, é preciso o desejo da outra pessoa também e eu aprendi a respeitar. Então hoje eu solto as bexigas livre no ar, feliz pelos momentos que eu tive com elas, talvez saudosa com a partida, mas nunca nunca sem a lembrança do que elas foram.
Esse é um assassinato que eu não aceito, que as lembranças permaneçam vivas e palpáveis, porque isso sim, isso eu posso ter comigo, sem sufocar, sem nunca se esgotar, posso até criar um futuro que não existe, posso desejar que ele exista, e assim sem nem perceber o tempo passar a gente muda, e mais um passo a frente, é o que acontece sempre, independente se a transição foi boa ou ruim.
Hoje eu lembro a partida das bexigas, e me encho de saudade das lembranças, de um coração que insiste em ser criança e crer sempre.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sempre aprendendo mais e mais...

E então 2010 se foi, com toda a sua urgência, acho que deixe bem claro no último post que foi um ano maravilhoso.
E como o blog nasceu ano passado, resolvi reler tudo que eu escrevi ao longo do ano, e digo pra vocês me surpreendi comigo mesma, os posts ficaram menos frequentes, mas com certeza ficaram bem maiores. E foi lendo o blog que me toquei da coisa mais óbvia da face da terra. Nossa! Como eu sofri quando o Fabrício deixou de fazer parte da minha vida, sofri porque obviamente eu sou idiota e vou continuar a ser, eu prezava tanto que a nossa relação, será que posso chamar assim? Acho que sim. O que eu mais curtia entre a gente era a simplicidade, era simples estar com ele e curtir a presença dele, e como quando há uma mudança, a gente sempre acha que o mundo vai acabar, foi o que eu achei, acreditei que nunca encontraria isso com outra pessoa, e isso não é verdade.
Muitos dos meus amigos falam sobre o brilho que eu carrego comigo. E isso é meu posso carregar pra qualquer relação, para qualquer relação que mereça essa atenção, seja uma relação de amor ou de amizade. E sorte de quem puder partilhar essa fortificação comigo. As coisas passam, e isso não é necessariamente o fim do mundo. É porque a grande verdade é que as coisas não passam, elas mudam. E mudar é bom, pode trazer coisas muitos boas, pode sim, se você na ficar agarrado ao passado e se adaptar ao novo, mas uma coisa eu tenho certeza sempre terei meu brilho, e meu modo de tentar simplificar as coisas vai comigo. Você quer ficar? Fique. Quer ir embora? Vá. Mas não fique com meio termo pra cima de mim, que isso eu não aceito, se for preciso eu decido, porque a vida ainda é feita de escolhas, você pode ficar parado, tentando dar carinho e mendigando atenção para que um belo dia a outra pessoa acorde e descubra que você é o amor da vida dela, ou você pode largar e desistir, muitas vezes desistir é um ato de coragem, não se contentar com menos, ir atrás de mais. Ir atrás de alguém que goste de você e te dê atenção de graça, e não faz isso esperando que você faça o mesmo. O verdadeiro afeto vem de graça, amo o Ramon, a Bia, a Kurita, o Jeff, o Lucas, o Gio e por ai vai, amo eles simplesmente porque nós criamos isso juntos, não nós não somos perfeitos, somos cheios de defeitos e a gente pode passar por momentos de desentendimento, mas eu amo e os trato bem apesar disso.
E é isso que quero, coisas que vem de graça, sem interesse, e porque eu sou exigente é que eu tenho pessoas tão boas ao meu lado, e não, disso eu não vou desistir, porque isso faz parte de mim e quando eu estiver abrindo mão de mim mesma, vou ter a certeza de que já não vale mais a pena. E eu ainda acho que a grande beleza de tudo está na tentativa, não importa os tombos, eu não deixo de confiar e de acreditar, porque é isso que nos move, a conhecer a próxima pessoa maravilhosa, o próximo futuro que assusta e te acolhe, é só ir em frente e desistir do que não é suficiente, porque não importa o que digam, você merece mais, e se você vai atrás disso é o que você encontra. Então...a busca continua...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010!!!


2010 chegou cheio de promessas e incertezas, com essas incertezas nasceu o meu blog...um pouco esquecido durante o ano, mas com tanta coisa para fazer é difícil arranjar tempo e inspiração e de preferência os dois ao mesmo tempo. Janeiro foi uma grande angústia, angústia do que seria a vida em Londrina, a vida distante da família e o fim do primeiro pra sempre em que eu realmente acreditei, foi difícil me refazer dessa perda.
Fevereiro foi aquela agonia, quero que comece logo, mas tenho medo muito medo, um medo quase paralizante. Março enfim começa, a correria por uma hospedagem, conhecer a dona Rosa, Isabel, e o menino quase mudo eu diria, que sentava no sofá e mal falava, me sentia uma tagarela perto dele, uma tagarela que fala só pra preencher o tempo, e ele só silêncio. Me intrigava imaginar que ele faria Artes Cênicas comigo, será mesmo? Não só faz, como me surpreende a cada dia, sua criatividade, e sua vontade de trabalhar, seus horários estranhos, suas piadas pornográficas, o silêncio era uma faixada, que encobre uma pessoa linda e doce, divertida, que merece ser descoberta, cuidadoso, atencioso, não podia achar um colega de apartamento melhor, mas isso pertence a outra parte da retrospectiva. Em março veio o trote, ainda lembro de todos aqueles estranhos desfilando, e eu ali sem nem imaginar o seria da gente. Conheci também o Giovanni a criança grande e apaixonante que é, tem uma áurea pura e ilumina com seu jeito consumista, amo essa pessoa que quase incendiou a casa!! Teve também o meu batizado e ganhei uma madrinha linda Kátia Maffi. Ah! Nesse mês eu tive a aparição de alguém que dizia: Eu sou de Ibitinga, mas pra frente eu falo mais sobre ele. Março trouxe também minha maior surpresa...como seria meu aniversário longe de casa? Como explicar a vela acesa a meia noite, por quem? Lucas é claro, quem mais?! Foi assim que o dia começo, um sermão básico da Ceres, pra nos colocar de vez nesse mundo cênicas, que eu não quero sair mais! Com esse mês veio também o Carlos, um anjo grande, com quem era fácil conviver, natural e fluído. E ele tornou o dia do meu aniversário o que foi, me trazendo uma almofada de lavanda pra me tornar mais calma! Foram muitos scraps, depoimentos, telefonemas, um buquê de rosas vermelhas lindas, enviados pela minha mãe. Quando eu achei que o dia estava perfeito e quase no fim, chego na hospedagem e ganho a minha primeira festa surpresa, não preciso mencionar que foi emocionante.
Em abril, eu entrei oficialmente para o projeto da Ceres, eu e o Carlos, recebi a notícia quando eu estava na fila do Mc' Donalds tentando pegar um sorvete, liguei para o Carlos e contei super empolgada! Estávamos adentrando ao mundo de Klauss Vianna. Nesse mês também voltei pra casa e descobri que minha mãe tinha feito o bolo, que eu tenho como meu. Acho que foi ai que descobri que não importa quão longe eu esteja, sempre terei minha família e isso não mudará, acho até que meu pai se preocupa mais comigo e aprendeu a me abraçar, e isso é um marco pro ano. É difícil deixar a casa da gente, mas descobri milhares de coisas dando esse passo. Acho que mais ou menos por esse mês eu me perguntava o que realmente era a aula do Camilo?
Em maio, veio o aniversário da minha mãe, a visita dela, que tirando a batida de carro, foi realmente muito boa! Com direito a massagem, a descoberta da Zona do Aroma, e waffle com calda de chocolate e sorvete de morango, a despedida sempre dói.
Em junho, veio o tão famoso FILO. Com ele veio A tempestade, muito boa, encenada de forma diferente e divertida e totalmente criativa. Ziya Azazi com o Dervish, me emocionou de um modo que eu ainda não consigo explicar! Foram muitos os espetáculos, muita a correria, muitas palestras, umas maravilhosas, outras nem tanto, não é Lucas? Foi nesse mês que eu e o Carlos começamos a quebrar, não sei bem em que momento foi, só sei que a presença que era tão natural se esgotou de forma que eu não consegui regastar, e quem me conhece sabe, eu não sei fingir!
Julho me trouxe de volta pra casa, e sair a noite na Ilha, me fez ver o que eu havia construído em Londrina em apenas seis meses, as pessoas me valorizavam mais do que as que me conheciam há seis anos, isso doeu e deu alívio ao mesmo tempo, o mundo que tanto me assustava, era o que mais me acolhia.
Em Agosto eu ganhei uma amante! Bia Gatinha, você é tão minha! Tá a rima é péssima, mas a pessoa maravilhosa! A primeira vista, Oh!!! Ela encenou Antígona ( que diga-se de passagem eu nem sabia quem era, e hoje eu já li três versões) quando criança!! Seria a estrelinha da turma?! Muito pelo contrário é uma pessoa linda, com as mesmas incertezas que eu. Humilde, amiga e sempre presente. Acho que ela fez um bom negócio fugindo comigo para Amesterdã, né cenourinha? huahuahuhauhu...
Em setembro, tive a minha maior surpresa...Carlos desiste do curso e decide voltar pra casa, algo que eu sinceramente, não acreditava que aconteceria, apesar de estarmos distante, me bateu forte, mas me fiz de forte como boa orgulhosa que sou. Ainda é estranho ver as fotos do curso, ver o Carlos presente e saber que ele está ausente. Nesse mês eu passei uma semaninha em casa, para recarregar as baterias...e continuei devendo uma visita para o Arlindo.
Em outubro, veio toda agitação e preparação para o Metamorfose, fantasias e maquiagens by Jeff Mendes...seria o senhor Ibitinga? Oh?! Ele mesmo, pessoa um tanto maldosa em alguns comentários, mas tem um coração imenso, uma bondade tangível e a capacidade de encher a vida das pessoas de magia. Tudo bem, Jeff! Eu não deveria beijar nos primeiros 10 minutos de festa e estragar o trabalho que você teve com a minha maquiagem, mas o que eu poderia fazer? hauhuahuahuhauhua... Você sabe que eu te amo e não fiz de propósito, foi mais forte do que eu. A casa ficou uma grande bagunça, e o metamorfose começou no meu apartamento, três táxis, um pouco de trânsito e todo mundo na festa. Desde de Lady Gaga, Vitor Valentim até o Chapeleiro Maluco, que fez um grande sucesso e tirou muitas fotos. Nesse mês eu aprendi, que de uma simples frase como: Posso te dar um beijo? Pode vir muito mais coisas, coisas muitos boas eu diria.
Novembro, foi louco, corrido, apertado...o que mais eu diria Rakubica? O que dizer de um dia muito prazeroso, com macarrão, Ramon, Beatriz, uma aula não dada do Tio Camilo, saquê, cerveja e New York...O que dizer desse dia regado a Cazuza, onde Deus estava presente em nós. O que dizer da amante que eu sempre posso contar. Do Ramon que é tão meu, mesmo com toda a sua indecisão, é uma pessoa linda, e me fala as coisas que eu tenho que eu ouvir os tapas na cara que eu mereço levar. Gabi Kurita= Japa safada? Eu diria super animada, super presente, é capaz de encher o ambiente de alegria e de álcool. Foi o mês em que o lindo do Berto, fez algumas visitas, ao nosso lar doce lar...não é mesmo?! Animação é com ele...amigo presente, simplificando sempre as coisas que eu complico. Um conhecedor da minha panqueca. Finzinho de novembro Tutu contribuiu lindamente para o nossa cena e fizemos um lindo piquinique no front. Tutu é uma pessoa doce, um sonho de Deus, sempre pronto para ser útil. Estou perplexa...estava esquecendo de Isabela, linda Bela que fala por si só...tem seu jeito perculiar, de quem é introvertida, mas nos trás sempre muito divertimento.
Dezembro, cena de psicologia só pra fechar, amigo secreto, churrasco pra comemorar...churrasco com a nata eu diria, Paula linda, que teve uma presença mas sutil na minha vida, mas nunca apagada!!! Porpis bobo, o menino que os olhos sempre sorriem! Uma aula linda...Quem me chamo?... uma professora humilde que afirma que se o ano foi intenso e maravilhoso, foi porquê o fizemos assim.
Foi tanta coisa para um ano tão pequeno...coisas que eu não lembro a ordem direito, a briga com a Isabel, a correria por um fiador, a visita a casa do Lucas, que não é à toa que é uma pessoa linda, tem uma família linda, que me acolheu e tem uma preocupação comigo, que eu não consigo colocar em palavras...Margarida, Antônio, Obrigada! A vez que eu tive que povoar a casa porque os moradores simplesmente haviam debandado. Levei Isa e Cami para casa, antes tivemos um cachorro quente divertido...Porpis, Isa, Tutu, Cami, Obrigada por não me deixar enlouquecer de solidão! O poker, que não teve muito poker, que foi uma noite que começo as 19 horas e acabou no dia seguinte às 11 da manhã no café do feirante, Caíque se lá em cima eu não falei de você minhas sinceras desculpas, te adoro, adoro a proteção que você tem comigo, você é puro e isso reflete esse é o seu carisma, eterno Alien pra mim, te adoro de verdade, te desejo tudo de muito bom, porque você merece. Cami e Tata nossas eternas visitantes, adoro poder desabafar com vocês, lindas!!! Gio fazer compras com você é cansativo, mas te amo muito, desejo muito que você volte para casa. Adriano minha dupla, muito obrigada, pela apresentação de C.I. e pela atenção no dia em que eu cai.
Muito difícil colocar um ano inteiro de pessoas que amo, em um post, amei fazer o trabalho de expressão sonora num bar, amei que trabalho tenha sido sobre o Cazuza, amei ter conhecido e ter aula com a Fátima, pessoa inebriante.
Esse ano foi tudo que eu nunca iria imaginar, descobri o meu corpo, estudo o que me interessa, vivo ao lado de pessoas que me embriagam nessa nuvem de animação, que só eles são capazes de me dar... Ao fim deste ano cruzo os dedos para que as minhas previsões se realizem, mas o que não estiver previsto também é muito bem vindo...porque todo o meu 2010 não foi previsto. O que aprendi com esse ano? Aprendi que suficiente é pouco. Eu sempre vou querer mais, e se eu tiver que sofrer em busca desse mais, sofro sem medo e de peito aberto. E como diríamos todos em Cênicas: Vem comigo 2011!!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Never stop!!!

Incrível como por mais que pensemos que não, tudo sempre recomeça. Quando a gente menos espera, quando achamos que a mudança não surgirá, acontece de forma tão sutil,como num lanche feito por um amigo loiro maravilhoso, antes que eu me esqueça Ramon você é tão meu. Numa gravação de trabalho no Jacó. Porque antes apesar de tudo, tinham dias que eu ainda andava no escuro, segurando com força algo que já se foi a muito tempo e como custou aceitar essa perda, hoje já nem tenho mais certeza se foi uma perda, tinha terminado antes mesmo de acabar. Mas o tempo passa e conhecemos pessoas capazes de iluminar o nosso caminho e a nossa alma. Me fazendo sentir novamente coisas que eu não sei explicar.
Porque o que nos anima é ouvir: vamos beber para esquecer aquilo que a gente não consegue lembrar, não preciso falar mais nada né?! Sentar numa mesa de bar e cantar com os amigos pra espantar os medos, os perigos e ficar de bobeira quando se tem muita coisa pra fazer, e sair do chão com um olhar e um sorriso, rir da embriaguez alheia, acordar e ir almoçar com o pessoal sem ter que cozinhar, e continuar um dia preguiçoso ouvindo Legião.
Uma das maiores dádivas que carregamos, é fato de conseguir recomeçar apesar das tragédias que aconteceram no caminho, então eu estou com você Berto guardar as más lembranças pra que? Se não me faz bem, não me serve pra nada.
As vezes temos algo nas mãos que achamos que é tão bom e nos recusamos a largar, cegos de todas as possibilidades que passam quase que colidindo em nós. Mas como já dizia Cazuza deve ser porque temos dificuldades de aceitar o que é bom pra gente. Porque nos dá um medo filho da puta, de ser feliz, de amar, de ser bom, de se arriscar e errar. E porque a gente encontra um prazer quase louco em remoer dores passadas.
E no momento eu simplesmente estou esquecendo que a efemeridade existe, estou partindo e correndo sem olhar para trás e não eu não vou parar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Se jogaaa!!!!!


Apesar de muito tempo sem postar, eu estou viva...e me jogando muito mais, eu sempre parou pra pensar e analisar se devo, mas acho que esse foi o ano dos riscos.
Mas ao longo dos dias eu fui percebendo que se temos pra quem correr quando tudo dá errado, fica mais fácil pular sem olhar para atrás. Quando temos pessoas que sabemos que podemos confiar, aquele grupo de pessoas que você sai pra beber e falar besteira, porque não dá pra ser sério todo o tempo, as vezes é a futilidade que nos salva, que nos faz mais feliz.
A seriedade pode ser cansativa e estressante, brincar é condição essencial pra ser mais saudável. E assim de brincadeira em brincadeira vamos eliminando cada vez mais os desafios que vão surgindo a nossa frente, e no fim sempre o que vai importar mais não o que temos na vida, mas quem temos na vida.
Arriscando nós abrimos horizontes e possibilidades, conhecemos pessoas fantásticas, outras nem tanto, mas o fato é que a escolha de quem fica na nossa vida é somente nossa. E não importa se o que estamos vivendo vai acabar daqui cinco minutos, ou daqui três meses ou daqui três anos. O fato de sabermos que uma música sempre chega ao fim, não quer dizer que não possamos curtí-la.
Tudo passa e tudo muda, mas isso não é necessariamente ruim, vemos as coisas do modo como queremos, somos os escultores da nossa história, não podemos controlar o que vai nos acontecer, mas podemos optar se vamos nos colocar como as vítimas da situação ou se é mais um obstáculo a ser superado.
Quando encontramos em nós a beleza que procuramos, a boa compania que insistimos em procurar nos outros. Nos tornamos melhores para nós mesmos, e estar bem com você mesmo umas das coisas mais atraentes e mais sexy que têm. Refletimos aos outros a imagem que está no espelho da gente.
O futuro é duvidoso, provavelmente cheio de dor...mas se não nos jogarmos, vamos deixar de aproveitar, de viver, não vamos ter criatividade numa noite de bar, não vamos beber e criar pérolas e piadas internas, retardadas que só tem graça pra um número bem limitado de pessoas, não vamos amar, não vamos viver, a vida vai ficando limitada, pequenininha, capaz de caber numa caixinha de fósforos.
E eu não to me limitando, é claro que esse post foi inspirado no Rakubica, porque esse dia vai sempre ficar marcado pra mim, porque qualquer lugar poderia ser o melhor lugar do mundo na presença de vocês, porque vocês me inspiram, e por você eu estou me jogando e espero que você façam o mesmo. Nada de faça o que eu digo não faça ou que faço. Além de bons conselheiros eu quero bons passarinhos que não se importem de sair voando por ai...ou que se deixem levar pelas ondas ou pelo vento, porque na volta, pode ter certeza que eu sempre vou estar aqui por vocês!!!